domingo, 27 de setembro de 2015

Fique

Se for ler, leia ouvindo essa musica:

https://www.youtube.com/watch?v=C-dW7z0QBNg

Reprogramação. É o que acontece quando você se apaixona. Não importa seus ideias, seu feminismo, seu humanismo.... Importa somente como você se sente, e como quer se sentir.
Sempre detestei exteriorizar qualquer sentimento, seja ele intenso, bom ou ruim. Sempre parti da premissa de que quando uma pessoa deseja conhecer a outra, palavras demais não são necessárias. Eu fui assim até ser atingida por algo tão arrebatador que, não causa dor alguma... Só uma euforia sem a menor explicação ou sentido, invade e muda tudo em você.
Gostava de mim como eu era. Sem sentir muito, sem me dedicar muito. Sem oferecer muito. Sempre gostei da forma como eu lidava com as coisas: praticidade e sem muito drama. Entretanto, eu senti, pela primeira vez em anos, a necessidade de mudar uma estrutura falha, necessidade de ser melhor, por mim também, mas pela causa da minha euforia. Euforia... era o que eu sentia cada vez que o telefone tocava, e o aviso do "cheguei, onde é tua casa?", eu ouvia. O sentimento de estar viva... É impagável.
Sempre jurei pra mim que jamais haveria motivo pra um adeus. Nem um até logo. E essa era a minha vontade, ouso dizer que a eternidade era (e ainda é, vale ressaltar). Não lido muito bem com perdas e partidas, mas com feridas... Talvez eu esteja habituada a elas. Porém, minha única e exclusiva vontade, não foi suficiente pra manter uma chama que em mim, está bem viva, está bem acesa. Dedicação, paciência... Nunca serão suficientes em tempestades difíceis se não houver amor firme, consolidado no terreno fértil que é a verdade, qual o aprendi a cultivar. E plantar pra colher frutos nesse solo, pode ser bem difícil.
Também não sou muito de ficar pedindo coisas, mas nunca desejei tanto que ficasse... Sabe, eu gosto de ter aqui. Eu gosto de quem eu sou, quando estou ao seu lado. E gosto também do que me tornei com a sua ajuda. Na realidade, eu gosto de todo o clichê que o amor nos oferece e é, porque eu amo você. Amo a capacidade que teve e tem, de me tirar da zona de conforto, encarar meus defeitos, mudá-los. Amo a coragem que me ensinou a ter, amo por finalmente ser quem sou sem medo... Portanto fique... Fique sem medo, sem rodeios... Apenas sente-se e me ouça cantar que homem não chora, e que as estrelas brilham por você... Fique e ouça minhas bobagens que te fazem rir... Fique e me faça rir... Fique porque a dor de te ver ir embora é dilacerante, que eu mal consigo explica-la... Fique porque todas essas coisas te fazem querer ficar... Fique porque tudo dentro de mim grita pela sua presença... Por favor, não costumo te pedir nada...
Não vá porque juntos já jogamos tudo fora, e eu não tenho pernas nem estômago pra partir... Não tenho pra onde ir... Eu joguei meus braços, quando estava caindo numa esperança esmagadora que você segurasse, e segurou... Não me deixe cair novamente, eu sinceramente não suportaria...
Eu não tenho muita certeza no que me fez perceber que não viveria sem você, mas desesperadamente eu quero que fique. Mas ainda assim, com essa súplica, essa ultima súplica você insistir, saiba que eu estarei esperando sua volta pra casa... Porque o melhor lugar pra se estar é o seu abraço, e você faz eu me sentir em casa...

Fique...



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Hospedagem

E de repente ela chegou. Começou com batidas leves na porta, mas suficientes para que sua presença fosse notada. Chegou com cheiros suaves, mas suficientes para fazê-la familiar. Chegou intensa mas calma, cheia de sorrisos frios e distantes, entretanto entorpecentes... Chegou sozinha, mas ao mesmo tempo acompanhada de outra senhorita já conhecida e juntas fizeram da minha porta, um instrumento de percussão. As batidas eram tão fortes, que fora impossível ignora-las. Ousadas e cheia de lembranças, a saudade e a dor cansaram de manter a boa educação e foram entrando... Adentraram todos os cômodos, sentaram, observaram, e preencheram o vazio que vez ou outra encontravam. Em contrapartida, o que estava possivelmente preenchido, elas tiravam facilmente e preenchiam com a verdade. Ou com uma jarra de lágrimas. Finalmente, cheias de  audácia, me acharam. Olharam-me, como quem olha uma presa. Olharam-me como quem olha uma animal doente. Olharam-me como se me conhecessem... E simplesmente fizeram morada ali, como se fossem de casa. E assim o eram... Companhias constantes e seus maiores prazeres eram conversar sobre como eu tento me esconder ou me enganar. Como tento fugir da presença delas, me preenchendo com coisa supérfluas, que nunca vão me fazer esquecê-la. Nem seus toques suaves. Nem sua presença notável. Nem seu perfume marcante... Nem sua familiaridade, ainda mais: minha mania de fazê-la minha... sem tê-la.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Fuga

 Voe antes que eu te prenda.
 Voe antes que te impeça, a vontade de ficar...
 Corra antes que meu amor te cerque, te abrace, te proteja.
 Nade, antes que eu te afogue...
 Resista, antes que eu te embriague.
 Se desvencilhe, antes que eu te faça meu.
 Um concerto, desconcertado eu tenho sido;
 Desde que botei os olhos em você...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sim só que não.

Eu ando reclamando demais da vida eu sei. Provavelmente muitas pessoas surgirão do nada me falando que tem tanta gente lutando pra sobreviver nesse mundo cruel e cheio de pragas de doenças, e eu vivinha da silva, cheia de saúde reclamando da minha. Ok  podem até estarem certas, mas uma coisa posso falar com certeza e propriedade: minha vida tá melhor que a de muita gente. Por exemplo, eu poderia ser ex-atual-bbb. Eu poderia ser a Maroca por exemplo. Poderia ter a voz daquela mulher, e poderia conviver com o Dhomini e o Bambam. Mas não, não sou ex-atual-bbb, e não tenho a voz da Maroca. Obrigada vida, por essa graça! Mas acima de tudo poderia, ser depende de drogas, e morar na rua. Sério, poderia mesmo, mas  não sou. Ainda com as minhas dificuldades, minha vida ta um pouco menos pior que dessas pessoas citadas ali em cima. Sou muito mais ser Daniely. Só que não.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Oposições


Luz e escuro
Som e silêncio...
Sorrisos e lágrimas...
Olhos e ouvidos...
A arte da oposição, da contraposição.
O modo como tudo que é diferente, se completa;
Se encaixa ou se molda!
Belo é contemplar as diferenças a sua volta!
E notar como tudo de repente... é tão igual...